Depois da colisão, o perigo continua | Luta pela prevenção de sinistro e segurança dos profissionais de guincho nas rodovias
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O perigo para os profissionais de guincho e equipes de resgate não termina com a primeira colisão ou a imobilização do veículo. A sinalização e a abordagem na rodovia exigem cuidados contínuos porque o fluxo de tráfego em alta velocidade representa uma ameaça constante de novos acidentes. O desfecho de uma colisão nas rodovias frequentemente esconde um perigo ainda mais silencioso e letal: o risco iminente a que são expostos os profissionais de guincho durante o resgate.
Embora a batida inicial já tenha ocorrido, o ambiente do acostamento e das faixas de rolamento transforma-se em um cenário de extrema vulnerabilidade, onde a velocidade dos demais veículos e a distração dos motoristas criam um potencial contínuo para tragédias secundárias. Dessa forma, garantir a segurança desses operadores não é apenas uma demanda técnica de engenharia de tráfego, mas um imperativo humanitário e legal que exige a conscientização urgente de toda a sociedade.
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS ENFRENTADOS NO LOCAL?
• Atropelamentos no acostamento: motoristas desatentos, com sono ou usando o celular frequentemente invadem a faixa de segurança (acostamento) onde o guincho e os operadores estão trabalhando.
• Complexidade das operações: situações que envolvem destombamento, remoção de carga pesada ou uso de cabos exigem tempo de pista parcialmente ou totalmente bloqueada, ampliando a exposição dos trabalhadores.
• Falta de respeito às regras de trânsito: muitos condutores não reduzem a velocidade e nem mudam de faixa ao se aproximarem de um atendimento na via, desrespeitando as normas de segurança.
MEDIDAS ESSENCIAIS DE PROTEÇÃO E CONDUTA:
• Sinalização ativa da via: uso de viaturas de apoio ou do próprio guincho com luzes intermitentes e, quando necessário, manobras de controle de tráfego (como o “zig-zag” para conter a velocidade dos veículos que vêm atrás);
• Afastamento dos ocupantes: os passageiros do veículo socorrido nunca devem permanecer dentro do carro parado no acostamento ou caminhar pela pista. Eles devem aguardar em um local seguro, atrás de barreiras de proteção (guard-rails);
• Identificação e padronização: Profissionais e empresas de guincho sérias utilizam uniformes refletores adequados e identificação visual clara para garantir visibilidade em condições adversas ou à noite;
• Conscientização dos motoristas: lembrar que a regra básica de segurança exige que todo condutor reduza a velocidade e mude de faixa ao avistar uma ocorrência ou prestação de serviço no acostamento.
Torna-se evidente, portanto, que a segurança dos profissionais de guincho nas rodovias depende de uma transformação profunda na cultura de trânsito e na aplicação rigorosa das leis. Proteger quem trabalha para desobstruir as vias e salvar vidas exige tanto o avanço tecnológico na sinalização quanto o respeito absoluto dos motoristas aos limites de velocidade e ao espaço do acostamento.
Somente através da combinação entre a conscientização coletiva, a fiscalização punitiva de condutas imprudentes e a implementação de protocolos de afastamento obrigatório será possível garantir que o encerramento de um acidente não se torne o ponto de partida para uma nova e evitável tragédia.